
Submissões Recentes
O uso das geotecnologias no ensino de geografia nos cursos técnicos integrados ao ensino médio do Instituto Federal de Brasília
(Instituto Federal de Brasília) Araujo, Maxem Luiz de
O propósito deste trabalho foi compreender como ocorre o uso e a inserção das geotecnologias no ensino de Geografia nos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio do Instituto Federal de Brasília – IFB. A metodologia adotada foi quali-quantitativa, compreendendo duas etapas: 1) análise dos Planos/Projetos Pedagógicos de Curso (PPC) dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio nos dez campi do IFB; e 2) aplicação de questionário online exclusivamente para os professores de Geografia que lecionam nos referidos cursos, com perguntas objetivas e/ou dissertativas. Para a construção dos pressupostos teóricos, realizamos um levantamento documental na base de dados da Capes, buscando teses, dissertações e artigos publicados em periódicos nos últimos cinco anos (2017 a 2022). As palavras-chave utilizadas foram Geografia, Geotecnologias e Cartografia. Essa revisão foi utilizada para refletir sobre o papel docente na mediação e instrumentalização das geotecnologias, além de apontar possibilidades de Ensino e Aprendizagem em Geografia proporcionadas por essas tecnologias. Reafirmamos a importância do ensino de geografia para o desenvolvimento do pensamento espacial e a construção do pensamento geográfico dos alunos, visando alcançar uma aprendizagem significativa para o exercício da cidadania. Além disso, fazemos distinção entre TIC e geotecnologias. Embora toda geotecnologia seja uma forma de TIC, o inverso não é necessariamente verdadeiro. Entre os resultados obtidos, constatou-se que, na maioria dos cursos analisados, a temática Geotecnologias é uma diretriz institucional, embora os documentos adotem terminologias distintas para se referir a essas tecnologias. Além disso, após a análise dos questionários, observou-se que, apesar do IFB contar com docentes altamente qualificados e experientes, todos mestres e/ou doutores, uma parcela considerável destes profissionais enfrenta desafios na implementação efetiva das geotecnologias em suas práticas pedagógicas. Espera-se que as considerações apresentadas neste trabalho forneçam subsídios para reflexões futuras sobre o processo de ensino-aprendizagem em Geografia nesta modalidade da Educação Profissional e Tecnológica, contribuindo assim para o aprofundamento da temática estudada.
A literatura nos livros didáticos do Ensino Médio: reflexões sobre o livro Práticas de Língua Portuguesa
(Instituto Federal de Brasília) Cabral, Wanderson Leite da Silva
Este artigo propõe investigar a abordagem que o livro didático de Língua Portuguesa do Ensino Médio faz dos textos literários. Para isso, nos propomos a fazer uma pesquisa de cunho qualitativa de análise documental no intuito de verificar quais são os textos literários que aparecem nos livros didáticos com mais frequência; se há a presença nos livros didáticos de literatura não canônica, de literatura contemporânea, de raça, gênero e outras categorias ao longo deste estudo. Com este estudo pretendemos compreender como a literatura vem sendo ensinada no Ensino Médio nos tempos atuais.
O segundo julgamento: Capitu, Luísa Sonza e a condenação das insubmissas
(Instituto Federal de Brasília) Oliveira, Thais Almeida de
Este Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) propõe uma análise comparativa entre a personagem Capitu, do romance Dom Casmurro (1899), de Machado de Assis, e a figura pública da cantora contemporânea Luísa Sonza. O objetivo central é investigar como o "segundo julgamento" — aquele proferido pela sociedade, independentemente de provas ou fatos — opera na manutenção de estruturas patriarcais que condenam mulheres que desafiam as normas de comportamento vigentes em suas respectivas épocas. A pesquisa utiliza-se de uma revisão bibliográfica fundamentada em autores como John Gledson e Antonio Candido, para a análise literária, e em teóricos do feminismo e da sociologia para a compreensão do fenômeno do cancelamento e da misoginia estrutural. A hipótese defendida é a de que, embora separadas por mais de um século, ambas as figuras ocupam o lugar da "mulher insubmissa" no imaginário coletivo, sendo alvos de um tribunal moral que prioriza a manutenção da ordem masculina em detrimento da subjetividade feminina. Os resultados parciais indicam que a condenação de Luísa Sonza, especialmente após o término de seus relacionamentos públicos, reverbera o mesmo mecanismo de dúvida e punição social aplicado a Capitu, demonstrando a persistência de arquétipos misóginos na cultura brasileira.
Relato de experiência: a Licenciatura em Educação Profissional e Tecnológica e a descoberta da pedagogia do dispositivo e inventar com a diferença
(Instituto Federal de Brasília, 2025) Martins, Rodrigo Luiz
Este relato de experiência narra minha participação, em 2024, na Oficina Cinema, Educação e Direitos Humanos, realizada em Brasília e em Goiânia. Essas vivências foram significativas e proporcionaram um espaço potente de criação e experimentação de dispositivos práticos voltados para o trabalho com o audiovisual em contextos educacionais. O objetivo deste trabalho é relatar o período das oficinas, evidenciando as práticas com dispositivos de criação e seus desdobramentos. A pesquisa bibliográfica se apoia no uso de conceitos, como a pedagogia do dispositivo e o inventar com a diferença, categorias que me ajudaram a compreender, aprofundar e ressignificar a experiência vivida nas oficinas e na minha jornada como licenciando em Educação Profissional e Tecnológica. Além disso, busca-se refletir e incentivar suas potencialidades pedagógicas no contexto da EPT, promovendo uma maior aproximação entre cinema e educação.
Acessibilidade comunicacional nos portais institucionais: um estudo comparativo entre o IFB e o IFRS
(Instituto Federal de Brasília) Santos, Steffany Lídia da Costa
O presente trabalho aborda a acessibilidade comunicacional em portais institucionais de educação, com foco no Instituto Federal de Brasília (IFB) e no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). O objetivo geral é analisar e comparar o nível de acessibilidade comunicacional oferecido por essas instituições em seus portais oficiais, verificando o cumprimento das normativas vigentes e as ferramentas de inclusão disponíveis para pessoas com deficiência. A metodologia adotada foi a pesquisa documental e bibliográfica, de caráter qualitativo e exploratório, utilizando como base as diretrizes do Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG). Os resultados indicam que, embora ambas as instituições apresentem avanços significativos na implementação de recursos de acessibilidade, ainda persistem barreiras técnicas e de conteúdo que dificultam a plena autonomia do usuário com deficiência. O IFRS demonstrou uma estrutura de suporte e manuais de acessibilidade mais consolidados, enquanto o IFB apresenta ferramentas essenciais, mas carece de uma padronização mais rigorosa em algumas páginas secundárias. Conclui-se que a acessibilidade comunicacional deve ser vista como um processo contínuo de atualização e monitoramento, sendo fundamental para a democratização do acesso à informação no contexto da educação pública e tecnológica.









