Promovendo a inclusão científica: ensino de biotecnologia para Educação de Jovens e Adultos (EJA)
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Resumo
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) representa uma oportunidade de inclusão social e democratização do conhecimento, possibilitando o acesso à ciência e à tecnologia por meio de metodologias contextualizadas. Nesse cenário, a biotecnologia emerge como uma ferramenta didática inovadora para o ensino de Biologia, promovendo a alfabetização científica e o protagonismo discente. O ensino prático sobre fermentação, com base na produção de iogurte, conecta teoria e cotidiano, tornando o aprendizado significativo e estimulando o interesse pela ciência. Desta forma, o objetivo geral foi desenvolver e aplicar uma aula prática sobre o processamento de leite fermentado (iogurte) como estratégia metodológica ativa para o ensino de Biotecnologia e Microbiologia de Alimentos na EJA, favorecendo a compreensão dos conceitos científicos e a formação cidadã. A pesquisa, de natureza quantitativa, exploratória e intervencionista, foi realizada com estudantes do Centro de Ensino Médio 04 de Sobradinho II – DF. Foram aplicados questionários diagnósticos e observacionais antes e após a intervenção. A metodologia adotou a aprendizagem baseada em projetos, sala de aula invertida e experimentação. O preparo do iogurte ocorreu na Unidade de Processamento de Leite do IFB – Campus Planaltina, devido à limitação de infraestrutura escolar, sendo a degustação realizada em sala. A análise dos dados foi conduzida no Excel, comparando os resultados e observações pré e pós-atividade. A prática evidenciou forte engajamento, curiosidade e participação dos alunos. Observou-se mudança significativa na percepção sobre os microrganismos, passando de uma visão patogênica para uma compreensão biotecnológica e benéfica. A abordagem prática favoreceu a interdisciplinaridade (Biologia, Química e Ciências dos Alimentos) e consolidou a aprendizagem significativa. A interação e a experimentação estimularam a autonomia e o pensamento crítico, consolidando a Biotecnologia como ferramenta de inclusão científica. A proposta demonstrou ser uma estratégia eficaz para o ensino de Biotecnologia na EJA, integrando teoria, prática e cidadania. Promoveu a alfabetização científica, o protagonismo discente e o diálogo entre ciência e vida cotidiana. Recomenda-se a ampliação de práticas experimentais nos currículos da EJA, parcerias interinstitucionais para uso de laboratórios e o fortalecimento da formação docente em metodologias ativas e ensino de Biotecnologia.

