Decolonização curricular: literatura indígena de autoria feminina
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Resumo
A decolonização curricular tem ocupado cada vez mais espaço nas discussões acadêmicas e na sala de aula, apesar da predominância do currículo na perspectiva colonial e eurocêntrica. Como um contraponto dessa lógica colonial, a decolonização curricular traz a perspectiva descolonizadora do conhecimento, resgatando os saberes historicamente excluídos oriundo dos povos originários, da população negra e de outros segmentos minorizados. Neste trabalho, associamos essa perspectiva à literatura produzida por homens e mulheres indígenas, valorizando sua ancestralidade, o viés político e de resistência, bem como as vivências que orientam suas obras. Abordar a literatura indígena sob uma perspectiva decolonial proporciona a desconstrução de estereótipos, a empatia e alteridade dos estudantes em relação ao outro, além de questioná-los. Apesar de assegurada pela Lei no 11. 645/2008, ainda se observa dificuldades para garantir o ensino de literatura indígena na educação básica, em função, por exemplo, da falta de qualificação, da resistência para lecionar a temática e da falta de consciência de sua importância por parte dos docentes, além do currículo que permanece bastante eurocentrado. Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo investigar como a literatura indígena escrita por mulheres pode ser constituída como um recurso apropriado para promover a decolonização curricular no ensino médio. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, orientada pela abordagem qualitativa e exploratória. O levantamento bibliográfico foi realizado com operadores booleanos com as seguintes palavras-chave: literatura indígena, decolonização curricular e literatura indígena feminina entre outras. Em seguida, foi elaborada a sequência didática para estudantes do primeiro ano do ensino médio utilizando os poemas “Leaks”, de Leanne Betasamosake Simpson, e “Ay Kakyri Tama” (Eu moro na cidade), de Márcia Wayna Kambeba e tendo como base Cosson (2011; 2024). As reflexões e a sequência didática proposta pretendem colaborar para fortalecer as pesquisas na área, que ainda são poucas, bem como subsidiar professores para desenvolverem a temática em suas aulas. Os resultados reforçam a pertinência de se utilizar a literatura indígena para oferecer aos estudantes um olhar crítico, empático, humanizado sobre os povos originários, tornando-se sua inserção apropriada numa proposta de decolonização curricular.

