Currículo e professores de dança: perspectivas e concepções de formação inicial no centro-oeste brasileiro
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Resumo
Este trabalho analisa as perspectivas de formação dos cursos de licenciatura em dança das Instituições de Ensino Superior da região Centro-Oeste brasileira, tendo como objeto de estudo os Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs), com foco nas matrizes curriculares. Os cursos analisados pertencem à base de dados do portal eMEC, sendo eles oferecidos pela Universidade Federal de Goiás, pelo Instituto Federal de Brasília e pelo Instituto Federal do Goiás. Para a análise dos PCCs foram priorizadas cinco categorias: informações gerais, divisão de horas, objetivos do curso, perfil de egresso e matriz/componente curricular. Tivemos como referencial teórico para o mapeamento histórico dos cursos de graduação em dança no Brasil autores como Molina (2007), Souza e Kerbauy (2017), Masson (2012), Cintra (2011), Silva (2014), Araújo e Rebolo (2015) e, Silva e Romanowski (2013). Para os estudos de concepção de currículo utilizamos Saviani (2016), Sacristán (2013), Freire (1987), Souza (2017), Caldas e Vaz (2016) e Andrade (2013). Além disso, tivemos como documentos norteadores as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de professores e para as graduações em dança. A análise das categorias geraram uma reflexão acerca de novas propostas de currículo baseadas em práticas trans e interdisciplinares. Utilizamos como referência nessa perspectiva Fazenda (2008), Henrique e Nascimento (2015) e, Araújo e Frigotto (2015) para dar suporte à compreensão destas práticas integradoras dentro do currículo de formação dos professores de dança. Mediante a análise dos documentos, observamos que as três instituições traçam um perfil de egresso e de formação/currículo semelhantes, contudo, isto não interfere na relação entre as matrizes, sendo que menos da metade das componentes curriculares são similares. Nota-se também, que as IES prezam pelas práticas trans e interdisciplinares como uma das habilidades necessárias para o egresso. Por isso torna-se importante que os currículos sejam constantemente reavaliados para dar suporte à realização destas práticas na formação, modificando assim o caráter estanque que o currículo assumiu historicamente.

