A fala da raba: as movimentações de quadril como ato político
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Resumo
As movimentações de quadril vastamente utilizadas pelas danças funk e twerk ganharam visibilidade mundial após adentrarem nas culturas midiáticas. Apesar de sua popularização essas movimentações ainda não são bem vistas por grupos conservadores. O presente estudo visa compreender o que essas danças, com ênfase nos movimentos de quadril, podem comunicar à sociedade. A fim de entender o fenômeno acerca das movimentações pélvicas e seus potenciais benefícios e poder comunicativos adotou-se métodos de pesquisa qualitativa com entrevistas semiestruturadas, correlacionado à literatura de interesse. O grupo de respondentes foi intencional – praticantes assíduos do rebolado - visando a riqueza de informações até a saturação teórica. Podemos constatar que o principal grupo praticante debruça sobre as mulheres, negros e pessoas LGBTQIAP+. Os resultados obtidos apontam que as visões depreciativas sobre as movimentações pélvicas são frutos de uma sociedade estruturada no machismo, racismo e moralismo. Na contramão desse discurso, a fala da raba, cerne deste estudo, sugere um confronto simbólico visando a libertação, a autonomia e a descolonização desses corpos oprimidos.

