Geografia e gênero: o corpo-território como resistência à violência nas escolas públicas
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Resumo
O presente trabalho insere-se no campo da Geografia, em diálogo com a Geografia de Gênero, e analisa as violências de gênero no espaço escolar, compreendido como um território atravessado por relações de poder. O objetivo do trabalho é compreender como a educação geográfica contribui para a formação crítica e sócio-espacial de estudantes do ensino médio, a partir da mobilização do conceito de corpo-território como possibilidade de leitura, denúncia e resistência. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa e natureza aplicada, fundamentada na análise e sistematização de práticas pedagógicas desenvolvidas anteriormente em uma escola pública. O percurso metodológico articula revisão bibliográfica, reflexão crítica sobre a experiência docente e análise de atividades realizadas com estudantes, voltadas à problematização das desigualdades de gênero e das violências no cotidiano escolar. Os resultados evidenciam que a inserção da Geografia de Gênero no ensino favorece o reconhecimento dessas violências e contribui para a construção de práticas pedagógicas comprometidas com a resistência e a transformação do espaço escolar. Como desdobramento, foi elaborado um material paradidático voltado a professores de Geografia, com propostas pedagógicas para o enfrentamento dessas problemáticas. Conclui-se que a sistematização dessas práticas, ancorada no conceito de corpo-território, fortalece a inserção da Geografia de Gênero no ensino e amplia as possibilidades de construção de espaços escolares mais críticos, conscientes e comprometidos com a justiça social.

