Biologia forense no ensino de jovens e adultos: contribuições de uma abordagem investigativa
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Resumo
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) representa um marco político na sociedade, atuando como forma de reparação de uma dívida social. No entanto, o ensino de biologia nessa modalidade frequentemente enfrenta dificuldades relacionadas à abordagem superficial dos conteúdos e metodologias pouco apropriadas, gerando desinteresse. Diante do exposto, este trabalho objetivou analisar as contribuições da Biologia Forense com o auxílio de uma abordagem investigativa, no processo de ensino-aprendizagem de alunos da EJA. Como sequência didática, utilizou-se uma Sequência de Ensino Investigativo (SEI), incluindo aulas teóricas, simulação de cena de crime e a prática de extração de DNA. A análise do pré-teste revelou predominância de respostas “não sei”, indicando pouco conhecimento prévio sobre a aplicação da biologia ao contexto forense. A aplicação de metodologias ativas proporcionou aos alunos uma compreensão genuína dos conteúdos, demonstrada pelos resultados: o índice de acertos nas questões objetivas, inicialmente entre 0% e 11,1%, saltou para 66,7% no pós-teste. Ao analisar o feedback, constatou-se que os alunos tiveram interesse e a SEI contribuiu para a aprendizagem. Conclui-se que a biologia forense, quando trabalhada através de sequências didáticas, apresenta-se eficaz para o ensino de ciências na EJA, contribuindo para a revisão de biologia e o resgate da autoestima dos estudantes.

