Reflexões e possibilidades: a relevância do letramento racial e a necessidade de uma educação antirracista
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Resumo
O mito da democracia racial se caracteriza a partir da concepção de paraíso racial que assume a transcendência dos conflitos raciais e pressupõe a harmonia entre brancos e negros, sendo comumente utilizado na rejeição da existência do racismo no Brasil. Consistindo o racismo em uma forma sistemática de discriminação que tem a raça como fundamento, e que se manifesta por meio de práticas conscientes ou inconscientes que culminam em desvantagens ou privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam (ALMEIDA, 2021), é pertinente compreender os fundamentos que legitimam e perpetuam este sistema de desigualdade que opera no cerne da construção racial visto que persistir em sua negação seria recusar as implicações prejudiciais de sua existência. "O racismo não é apenas uma disposição individual, mas sim, uma decorrência da própria estrutura social, ou seja, modo “normal” com que se constituem as relações políticas, econômicas, jurídicas e até familiares não sendo uma patologia social nem um desarranjo institucional" (ALMEIDA, 2021, p.50) dessa maneira, ao atribuir o caráter institucional e estrutural ao racismo concebe-se que este se manifesta na sociedade bem como em diversos campos inclusive na educação formal. Em relação ao objetivo intenta-se analisar o fenômeno do racismo estrutural na educação formal compreendendo o letramento como "(...) resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever: o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita" (SOARES, MAGDA. 2009, p.18) essas práticas sociais envolvem uma visão de mundo, constituindo uma impossibilidade da existência de uma neutralidade, afinal, não existe imparcialidade dado que todos somos orientados por uma base ideológica (FREIRE, 2011) implicando desta maneira um posicionamento em relação ao mundo e como este se organiza. Este artigo possui cunho exploratório e qualitativo. Caráter exploratório pois intenciona a familiarização com o tema e caráter qualitativo na medida que visa compreender e descrever explicando fenômenos sociais através de uma pesquisa bibliográfica com revisão da literatura com objetivo de contextualizar a pesquisa e articular conceitos produzidos por diferentes autores. Consistindo assim, em uma investigação bibliográfica, de matriz descritiva e crítica. Apresenta-se como resultado a necessidade da “autoatualização que obriga os educadores a reconhecer as estreitas fronteiras que moldaram o modo como o conhecimento é partilhado na sala de aula. Obriga todos nós a reconhecer nossa cumplicidade na aceitação e perpetuação de todos os tipos de parcialidade e preconceito.” (HOOKS, 2017, p.63) nesse sentido, os professores comprometidos com uma educação emancipatória devem considerar a intencionalidade presente na educação e nos currículos enquanto espaços de disputa por hegemonia. que compreenda o ambiente escolar como um espaço de possibilidades e transgressões de sentidos e experiências. Portanto, não se intenta vincular culpa, mas uma forma coletiva de construção de responsabilização, evidenciando possíveis caminhos que atores da educação possam trilhar para construir novas práticas e atitudes ao romper com a suposta neutralidade.

