Linhas pretas: a subversão da literatura de mulheres negras que transborda as barreiras canônicas da casa grande
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Resumo
O presente artigo discute o papel da mulher negra na produção literária a partir da perspectiva decolonial. Possui como linha de análise a obra Água funda, de Ruth Guimarães, e o conto “Maria” no livro Olhos D ́Água, de Conceição Evaristo, partindo da hipótese de que a obra literária internaliza esteticamente as contradições e os dilemas – de silenciamento, subjugação e rebaixamento históricos e culturais de certos períodos – nos dizendo muito, por meio das narrativas construídas ao longo da história, sobre contextos desiguais e opressores. Como pontua Sueli Carneiro (2018), a violência social que se forma cotidianamente com a naturalização do racismo no Brasil, perpetua o preconceito, cria rótulos e estabelece lugares e não-lugares para a mulher negra, provocando um apagamento dessa mulher no campo intelectual. Dessa forma, esse escrito tem como desejo a provocação. Tecer uma reflexão sobre toda essa estrutura racista e sexista que trabalha no sentido de invisibilizar mulheres negras do cenário intelectual e dos espaços de produção e debate do conhecimento. As reflexões contarão com o embasamento teórico de intelectuais negras e feministas que se dedicaram à resistência e à mobilização, construindo um caminho diferente e transgressor, capaz de confrontar construções históricas calcificadas por meio do preconceito que silencia e cerceia mulheres negras da construção de sua própria história.

