Padrões melódicos das interrogativas do português como segunda língua: Uma análise dos padrões melódicos produzidos por venezuelanos.
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Resumo
Este estudo analisa os padrões melódicos das interrogativas do português falado como segunda língua por venezuelanos com o intuito de descrever e comparar os resultados obtidos com os padrões do português do Brasil falado por brasileiros já estabelecidos em pesquisas anteriores que utilizaram a mesma metodologia de pesquisa, Sena Mendes (2013, 2017, 2023), Cantero e Font-Rotchés (2013), Leite Araújo (2014) e Leite Araújo e Font-Rotchés (2016). A pesquisa contou com 40 enunciados interrogativos, amostras de falas espontâneas obtidas a partir da aplicação de um jogo de adivinhação e entrevista semiestruturada a dez mulheres venezuelanas que vivem hoje em São Sebastião-DF. Para a análise, utilizou-se o método de Análise Melódica da Fala (AMF), descrito por Cantero (2002) e apresentado como protocolo por Cantero e Font-Rotchés (2009, 2020) e, para a análise acústica, foi utilizado o software Praat (Boersma e Weenink, 2025). Os resultados mostram que os enunciados encontrados tendem a apresentar semelhanças com os padrões melódicos dos enunciados interrogativos do português brasileiro, como é o caso dos padrões: inflexão final ascendente, inflexão final com núcleo elevado, inflexão final ascendente-descendente, inflexão final descendente. Ademais, verificou-se a ocorrência de um novo padrão que não se assemelha a nenhum padrão estabelecido anteriormente para os enunciados interrogativos do português do Brasil falado por nativos, inflexão final descendente-ascendente, indicando uma particularidade do português falado por venezuelanos.

