ARTEA: trabalhando expressões faciais com autistas
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Resumo
O Transtorno do Expectro Autista (TEA) é caracterizado por desafios em interação social, comunicação e comportamentos repetitivos, mas também envolve habilidades únicas, como concentração, organização e manutenção de rotinas. Essas características podem ser exploradas para promover o desenvolvimento de competências específicas e inclusão em diversos contextos. Este estudo tem como objetivo, apresentar uma breve literatura sobre a aplicação da Realidade Aumentada (RA) como ferramenta para apoiar pessoas com TEA a interpretar as expressões faciais no que diz respeito aos sentimentos no âmbito especialmente no contexto de desenvolvimento de habilidades sociais e profissionais. A RA tem se mostrado promissora ao oferecer ambientes imersivos e interativos que facilitam a aprendizagem, a adaptação a novos cenários e o desenvolvimento de competências necessárias para a inclusão profissional e social. Além disso, este trabalho utiliza a metodologia de estudo de caso aplicada em Associação Brasileira de Autismo Comportamento e Intervenção (ABRACI) e uma escola, Centro de Ensino Especial 02 de Brasília, com o objetivo de analisar o impacto de uma solução de Realidade Aumentada (RA) no contexto educacional e social de crianças com TEA. Foram analisadas iniciativas práticas e relatos que evidenciam como essa tecnologia tem contribuído para superar barreiras relacionadas ao TEA, promovendo maior autonomia e participação ativa dessas pessoas. O estudo de caso permitiu compreender, de forma aprofundada, a aplicação prática da tecnologia e seu potencial para transformar os métodos de ensino e interação com crianças nessa condição. Conclui-se que a Realidade Aumentada apresenta grande potencial para apoiar indivíduos com TEA, mas ainda são necessários mais estudos que avaliem sua eficácia de maneira sistemática e ampla. A promoção de tecnologias assistivas, como a RA, é um passo importante para a inclusão de pessoas autistas em ambientes profissionais e educacionais.

