Saúde mental e organização do trabalho na educação profissional e tecnológica: uma análise das vivências dos servidores do IFB – Campus Brasília
Arquivo(s)
Data da publicação
Data da defesa
Permissão de acesso
Orientador(a)
Lattes do Orientador
Diretor
Roteirista
Produtor executivo
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Título do periódico
Volume do periódico
Número da edição do periódico
Página inicial
Página final
Título do Evento
Número da edição do Evento
Nome da instituição
Editora
Local de edição
Campus
Departamento
DOI
ISBN
ISSN
ISMN
Outros identificadores
Resumo
Esta dissertação investiga a relação entre organização do trabalho e saúde mental dos servidores — docentes e técnico-administrativos em educação (TAEs) — do Instituto Federal de Brasília, Campus Brasília (IFB-CBRA), no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT). A pesquisa vincula-se à Linha 2 – Organização e Memórias de Espaços Pedagógicos na Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e ao Macroprojeto 6 – Organização de Espaços Pedagógicos da EPT. Parte-se do pressuposto de que o sofrimento psíquico relacionado ao trabalho não se reduz a fatores individuais, mas se constitui nas mediações entre condições de trabalho, relações institucionais, reconhecimento, subjetividade e políticas de cuidado. O estudo fundamenta-se na articulação entre o Materialismo Histórico-Dialético (MHD) e a Psicodinâmica do Trabalho (PDT). Metodologicamente, adota abordagem mista, com aplicação de questionário online a 162 servidores do IFB, sendo 49 do Campus Brasília; realização de dez entrevistas semiestruturadas com servidores do CBRA; e análise de dados institucionais sobre afastamentos por transtornos mentais obtidos via Lei de Acesso à Informação. Os resultados indicam que ritmo acelerado, insuficiência de equipes, sobrecarga, hiperconectividade digital, ambiguidade de metas, assédio moral autodeclarado e fragilidade das políticas institucionais de saúde mental constituem dimensões relevantes do sofrimento relacionado ao trabalho. O presenteísmo foi declarado por 59,3% dos respondentes, e 62,5% dos respondentes do CBRA com resposta válida relataram experiência de assédio moral autodeclarado. A análise qualitativa evidenciou sofrimento associado à intensificação do trabalho, à invisibilidade do trabalho real, à fragilidade do reconhecimento institucional e à menor sensação de pertencimento, especialmente entre TAEs. Conclui-se que o sofrimento dos servidores expressa contradições entre a missão formativa da EPT e as condições concretas de trabalho daqueles que a realizam. Como produto educacional, elaborou-se o documentário audiovisual A Toque de Caixa: saúde mental e trabalho no IFB – Campus Brasília, concebido como dispositivo formativo de sensibilização e reflexão crítica sobre saúde mental e organização do trabalho na EPT.

